Janela da Alma
Acabei de assistir o documentário ‘Janela da alma’, filmado em 2001, dirigido por João Jardim, usando o depoimento de algumas pessoas famosas e outras não famosas, com diversos tipos de problemas de visão, desde algo simples até a cegueira total.
Me identifiquei muito com alguns depoimentos, tenho ceratocone, já fiz transplante da córnea do olho esquerdo e faço acompanhamento constante sobre a evolução da doença com oftalmologista especializado.
Há alguns anos por não ter muitas opções de tratamento, o ceratocone poderia sim levar à cegueira total, esse foi o diagnóstico que ouvi em setembro de 1997. Hoje, com o avanço de novas técnicas e lentes, é bem baixa a incidência de cegueira total. Isso já me assustou muito, já me deixou em desespero. Aprendi a lidar com essa informação de uma forma bem mais tranquila. Para quem quiser conhecer um pouco mais, pode ler nesses links aqui e e aqui.
Aproximadamente na altura do tempo de 12:39 aparecem cenas desfocadas, bem desfocadas… cenas bem próximas da forma que enxergo sem o uso das lentes. Quando estou sem lentes, fico em desconcerto emocional… isso mesmo, vejo fora de foco por estar sem lentes, e isso acaba prejudicando minha audição que afeta meu emocional, fico mais sensível e nervosa – desconcerto emocional! Quem perde os óculos ou as lentes de contato, sabe bem do que estou falando… rsrsrsrs ficamos perdidos sem nossas muletas visuais.
Hoje não quero falar diretamente sobre esse documentário, mas quero usá-lo para falar de algo mais. Sim, acredito que nossos olhos físicos são parte da “janela da alma”. Mas não são só os olhos. A janela da alma, acredito eu, é formada pelo conjunto de nossas sentidos, visão, audição, tato, olfato, paladar…
Esse documentário no leva a refletir sobre nossos atos, sobre o modo de cada um ‘ver’ as coisas. Refletir sobre a vida. E aí pergunto eu: Como estamos fazendo isso? Ou não estamos mais refletindo? Estamos apenas ‘deixando a vida me levar’ como canta Zeca Pagodinho?
Não é preciso ter boa visão para enxergar o mundo, não é preciso ter todos os sentidos bons e apurados. É preciso sim saber o que deixamos entrar pela nossa janela, é preciso refletir sobre o que estamos usando como alimento para a alma. É preciso ter percepção de que nem tudo é bom e nem tudo faz bem. É preciso saber dizer não para as coisas negativas, para as coisas que só acrescentam dores aos nossos dias ou, à nossa eternidade.
O que estamos deixando entrar pela janela de nossa alma?

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