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Livro lido: E o vento levou…

Como falar de um livro com quase mil páginas em poucas linhas??? Difícil, motivo porque esse post ficou tão longo… Bem, hoje de manhã terminei de ler um um romance que comecei a ler dia 01 de janeiro de 2015. Leio poucos romances pois não é o meu gênero preferido. Esse na verdade foi uma releitura. E o vento levou…, de Margaret Mitchell. Eu havia lido esse romance na minha adolescência, vamos dizer que há uns bons vinte anos! Tem 952 páginas, e foi lançado pela primeira vez em 1936. Isso mesmo um livro lançado há quase 80 anos e ainda faz um sucesso imenso.
A escritora Margaret Mitchell, ficou muito rica após lançar o livro e não escreveu mais nada, dedicando-se à caridade. O romance virou filme em 1939 e a escritora faleceu em 1949, com 49 anos, após ser atropelada por um táxi. Em 2005, o livro foi incluído pela conceituada Revista Times na lista dos 100 maiores livros de todos os tempos.

O que mudou nessa minha releitura em relação a de quando eu era adolescente, é que na primeira vez que li me acabei de chorar e via Scarllet como uma heroína, agora apenas lacrimejei algumas vezes e a vi como os críticos a descrevem, uma anti-heroína egoísta e materialista.

O romance conta a história da bela e voluntariosa Scarlett O´Hara e suas mudanças ao longo do tempo, de jovenzinha mimada com 16 anos a uma mulher batalhadora que busca vencer a qualquer custo, no meio da guerra civil e das dificuldades, fomes e perdas vividas por todos na época. Antes de estourar a guerra, ela se apaixona por Ashley Wilkes, que ao aviso de início de guerra anuncia seu noivado e poucos dias depois se casa com uma prima, a doce Melanie. Scarlett, por sua vez, dá um jeito de envolver Charles Hamilton, irmão de Melanie, em sua história e se casa com ele apenas para não ficar sozinha. No entanto, o ingênuo Charles vai para a guerra e morre de sarampo 2 meses depois, deixando Scarlett viúva e grávida, vivendo na casa dos pais. Após ter seu primeiro filho, Wade, ela muda para Atlanta para morar com a Tia Pitty e sua cunhada Melanie.

Vale citar que no dia do anúncio do noivado de Ashley e Melanie, Scarllet havia declarado seu amor por ele, e foi desprezada em seguida. Rhett Butler, havia assistido a cena, e passou a acompanhar a distância todo o desenrolar da história de vida de Scarllet. Envolvendo-se e fazendo-se presente em muitos momentos difíceis.

Não posso deixar de falar que a guerra usada como pano de fundo no romance ocorreu de verdade, com início em 1861, teve todos os homens sulistas envolvidos de uma forma ou de outra, e com as mulheres atarefadas em trabalhos voluntários no hospital ajudando os feridos de guerra. A guerra ocorreu por interesses diferente entre o Sul e o Norte dos Estados Unidos, sendo a principal diferença no fato de o Sul usar trabalho escravo e o Norte ser contra. O Sul perdeu a guerra e ficou devastado, com milhares de homens mortos, plantações devastadas e casas incendiadas. Começou então o período de reconstrução.
Enquanto isso, Scarllet viúva do primeiro casamento e desesperada por conseguir dinheiro para pagar impostos de Tara, rouba o noivo da irmã, e casa com Frank Kennedy, às pressas e às escondidas da família, apenas para resolver seus problemas financeiros. Juntos, eles tem uma filha, a Ella Lorena. Logo após seu nascimento, Scarllet fica viúva pela segunda vez. Quando então Rhett vai visitá-la e lhe propõe casamento. Scarlett o avisa que não o ama, os dois casam-se mesmo assim.

Durante a guerra e após a guerra durante o período de reconstrução, Scarllet perdeu a mãe, o pai, o primeiro marido, o segundo marido, teve um acidente enquanto estava grávida e sofreu aborto da criança que esperava, após isso, a filha que mais amava morreu também, e em seguida morre sua melhor amiga, a Melanie. Suportou todas essas perdas sempre com essas frases “amanhã eu choro por isso”, “amanhã eu resolvo o que faço”, “amanhã eu fico triste”. O livro termina com uma cena mostrando que ela, ao descobrir que sempre amou Rhett Butler, estava prestes a perdê-lo também, e por erros seus e assim termina o livro, sem contar como esse amor entre Scarllet e Rhett se desenrola. Esse romance só teve continuidade e desfecho no livro Scarlett, escrito por Alexandra Ripley, você pode ler um pouquinho aqui sobre ele, mas o melhor é ler os dois livros mesmo!

Embora Scarlett seja uma anti-heroína, extremamente egoísta, torcemos por ela durante toda a leitura. É possível sentir seu desespero perante a fome e as perdas que sofre. Em todo o livro ela é assombrada pelo medo de passar fome novamente e luta para que isso nunca mais ocorra, nem com ela nem com os seus protegidos.

Livro lido. Livro indicado – apenas para quem gosta de um romance longo e rico em detalhes. Afinal, são quase mil páginas. E você, o que tem lido?
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