Dias difíceis,  Pensamentos

Um ano sem Israel Geovani

Doeu perdê-lo!

E como doeu!
Uma dor que se externou em lágrimas, em gritos, em silêncios, em reclames.
Uma dor tão sofrida, tão carregada, uma dor muito chorada durante seu tratamento, durante seu fim aqui nessa terra.
Uma dor massacrante.
Uma dor que ainda dói, por diversos motivos…
Ainda tenho feridas abertas que estão em processo de cura…
Sei que vai muito tempo para cicatrizar… E sei também que as marcas ficarão!

Um ano se passou.

Um ano que tive que aprender tudo de novo, a comer sozinha, a viver sozinha, a fazer tudo sozinha…

A sonhar novos sonhos, a fazer novos planos, a ter novos objetivos para minha vida.

O esqueci? Não… as lembranças sempre permanecem.
Foi tudo muito forte, foi tudo muito real.
Uma história de amor vivida como em um ‘conto de fadas’, felizes para sempre!
Até que a morte nos separou. A morte foi o nosso ‘para sempre’.

As lembranças ficaram, mas o amor se foi. Aprendi há muito tempo que o amor é como uma planta, precisa ser cuidado, precisa ser regado, precisa ser retribuído. Ele não estava mais aqui, o amor foi indo embora também… o amor por ele se foi, abriu espaço para a possibilidade de outro amor.

Sinto falta do grande amigo que foi, de nossas conversas, do seu apoio para meus projetos de estudo, meus objetivos de carreira… só estudei tudo o que estudei porque ele era um dos maiores incentivadores! Outro dia estava com um colega de trabalho que está terminando sua primeira especialização e conversávamos sobre o assombroso TCC. E fui contar quantos eu já tinha feito: estou tentando concluir meu 9º TCC! Até eu assustei NOVE TCC´s… e ele estava ao meu lado em SEIS deles!

Muitos acham que porque eu recomecei minha vida, estou reconstruindo em todas as áreas, estou dando uma nova chance para meu coração, é porque o esqueci por completo. Não. Não esqueci.

É impossível pegar todas as fotos, todas as lembranças, todos os sentimentos, momentos, fatos e histórias, todos os mais de dez anos que vivemos juntos, e colocar tudo em uma caixa e desprezar, jogar fora ou deletar.

É impossível, ele fez parte da minha história, parte da minha vida… do meu passado. Isso. Do meu passado. Ele ficou na minha memória, na minha história… no meu passado.

Lembro-me com todos os sentimentos possíveis,

Alguns dias lembro com carinho, outros dias com raiva, outros dias com tristeza.

Em outros dias até com alegria e boas risadas, na maioria das vezes apenas lembro.

Mas nunca vou esquecer.

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