Mas eu não desisti!! Parte 2
Como já falei aqui, eu não desisti apesar de ter tido muitos motivos.
Falei também que sempre que não desisti, algo melhor, infinitamente melhor aconteceu.
Quando eu não desisti de morar sozinha em São Paulo, eu aprendi a ser independente. Tinha 17 anos. Aprendi a me virar sozinha. Financeiramente. Emocionalmente. Espiritualmente. Sem família para apoiar, com amigos na mesma situação que a minha.
Quando eu não desisti ao saber de uma doença degenerativa nos olhos, aprendi a superar meus próprios limites e encontrar outras alternativas. Continuei acreditando que poderia alcançar meus objetivos mesmo com limitação visual. Fiz 3 graduações, 3 especializações, um MBA Internacional. Tirei minha habilitação para dirigir. Habilitação especial mas tirei, e hoje posso dirigir um carro, algo que os médicos me falaram durante mais de 15 anos que eu não conseguiria. Sem falar que sou uma leitora compulsiva.
Quando eu não desisti de procurar emprego em São Paulo, eu consegui ver oportunidades onde não tinham. Eu consegui meu objetivo, entrar no Instituto do Coração, do Hospital das Clínicas. Sem indicação, sem ajuda, processo seletivo comum. Lugar que amei trabalhar e foi a experiência profissional que me deu base e consistência para ter a carreira que tenho hoje.
Quando eu não desisti de amar, após término de namoro e noivado de quase quatro anos, eu aprendi que mesmo sofrendo e parecendo que ia morrer (quando se é jovem demais, corações partidos parecem que vão nos matar rsrsrs) eu continuaria viva e o amor iria surgir, mesmo que demorasse.
Quando eu não desisti ao saber que não deveria ter confiado em quem confiei, aprendi que quem perdeu não fui eu, mas a pessoa em quem eu confiei. Ela sim perdeu mais do que eu. E aprendi que poderia confiar nas pessoas novamente, que confiar faz parte. Aprendi que sim, existem pessoas dignas de nossa confiança. E de que a confiança é pré requisito em uma relação sadia e duradoura.
Quando eu não desisti após o primeiro casamento de quase dez anos chegar ao fim com o “até que a morte nos separe”, aprendi que poderia conhecer o amor conjugal em um novo casamento. Sem o “até que a morte nos separe”, mas com o “para sempre”.
Quando eu não desisti ao ouvir críticas por recomeçar minha vida, aprendi que poderia ignorar os comentários e críticas de quem não conhece o meu lado da história. E ignorando isso, aprendi que poderia ser mais feliz recomeçando, não só uma nova relação conjugal, mas novas amizades também.
E repito aqui o que já escrevi na Parte 1:
Eu não desisti. Porque acredito que o melhor sempre pode acontecer.
Acredito na luta, na tentativa, na sobrevivência.
Acredito no recomeço.
Em cada vez que eu não desisti e continuei tentando, algo muito melhor aconteceu.
Infinitamente melhor.
Alegremente melhor.
E por isso vou continuar dizendo.
Eu não desisti, eu não desisto e eu não desistirei.
Da felicidade, da alegria, do amor. Do recomeço.
Hoje vivo feliz porque em cada tempestade que surgiu, eu não desisti de ver o sol brilhar novamente.

Não fiz hoje... E me dei mal!

Vamos parar de querer ser quem não somos?
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